O aiatolá Ali
Khamenei, líder supremo do Irã, voltou a convocar todos os países muçulmanos
para “eliminar Israel”. Através de uma carta dirigida ao clérigo libanês Sheikh
Maher Hamoud, presidente da União Internacional de Eruditos da Resistência,
defendeu o uso de “diferentes métodos de luta”.
Segundo a imprensa do país, em seu texto,
Khamenei – um dos mais influentes líderes islâmicos do planeta – reiterou que
“a responsabilidade inesquecível de formar a Palestina e eliminar Israel
repousa sobre os ombros de todo o mundo muçulmano”.
Khamenei lembrou a
Hamoud também que “a promessa de Allah garante uma vitória definitiva para a
resistência”. Por isso, argumenta, “todos os indivíduos que entendem a
importância desta grande responsabilidade” devem participar de “diferentes
métodos de luta contra o regime sionista que usurpa a terra”.
Esta não é a
primeira convocação do tipo feita pelo líder religioso do Irã. O líder
supremo vem destacando a melhoria das capacidades militares do país se orgulha
de patrocinar os grupos terroristas Hezbollah (libanês) e Hamas (palestino).
Por sua vez, Hamoud
é conhecido por defender o fim da disputa histórica entre sunita e xiitas, além
de insistir na necessidade de uma “nova abordagem” na maneira com que os
muçulmanos lidam com a causa palestina.
O regime iraniano é
uma teocracia muçulmana, então o que o aiatolá fala é considerado “a voz de
Allah”. Desde que assumiu o poder, o discurso recorrente de Khamenei é pela
destruição de Israel. Quando pede uma jihad (guerra santa) “para libertar
Jerusalém”, como fez em seu livro, ele explica que Israel não teria o direito
de existir como Estado pois os “princípios islâmicos bem estabelecidos”
dizem que uma terra que cai sob domínio muçulmano, mesmo que brevemente, nunca
mais poderia ser devolvida aos não-muçulmanos.
Com informações de Times of Israel
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